Recebi mil palavras para contar uma história para vocês. E até aqui, podem conferir, já gastei dezesseis. A metade do tempo médio, em minutos, que dura um cigarro, ou meu copo de Whisky. São dezesseis palavras e uns oito minutos que retratam um período intrínseco da reportagem.

Por Tiago Lobo

Publicado originalmente na edição 22 do Brasil Observer, em Londres.

 


Gay Talese, um dos fundadores do New Journalism (Novo Jornalismo) —uma maneira de descrever a realidade com o cuidado, o talento e a beleza literária de quem escreve um romance —, é um crítico do jornalismo sem alma e sem graça. Seu desapontamento com a qualidade de certa mídia pode parecer radical e ultrapassada. Mas não é. Na verdade, Talese é um enamorado do jornalismo de qualidade. E a boa informação, independentemente da plataforma de veiculação, reclama competência, rigor e paixão.

Por Carlos Alberto Di Franco

 


O papel do jornalista é  o de interpretar informações, atribuindo-lhe sentido e precisão na produção de um bem intelectual que dê ao receptor a possibilidade de refletir e de, também, interpretar. É aí que reside a grandeza de um texto, e só então pareceria correto atribuir ao jornalismo o papel de auxiliar na difusão do conhecimento.

Por Tiago Lobo