William Waack se deu mal. Não surpreende. Como tantos outros “formadores de opinião” da grande imprensa. Já colecionava desafetos e já tinha levado algumas bordoadas ao vivo de colegas, devido ao tratamento estúpido que oferecia.

Mas fiquem atentos: tomou um gancho, vai ficar de escanteio e em seis meses está de volta com a bola toda. Quando ninguém mais lembrar do caso.

Por Tiago Lobo

Na tarde de 20/09, o Ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), cassou os efeitos da liminar de “tutela antecipada” imposta pela juíza da Comarca de Teresina, Lygia Carvalho Parentes Sampaio. A liminar impedia os jornalistas Rômulo Rocha, Apoliana Oliveira e Aquiles Nairó, além do Portal 180, de publicarem reportagens sobre a Construtora Caxé e seu proprietário, Gustavo Macedo Costa, investigados por autoridades públicas. Mais de 20 reportagens foram retiradas do ar por conta da liminar. Nós  republicamos 17 delas enquanto estavam sob censura.


O Portal 180, do estado do Piauí, denunciou um esquema de corrupção investigado pelo Ministério Público que já acumula mais de 43 procedimentos para apurar obras superfaturadas de estradas vicinais no Instituto de Desenvolvimento do Piauí (IDEPI). A fraude ocorreria desde 2014 e teria gerado um rombo de R$13 milhões aos cofres públicos, segundo o MP.


A DIGITAL DO GESTOR QUE SE MANTINHA NO ANONIMATO
O diretor presidente do Instituto de Desenvolvimento do Piauí (IDEPI) Geraldo Magela Aguiar renovou dois contratos, que seriam oriundos dos idos anos de 2014, com uma das construtoras suspeitas de praticar sobrepreço e superfaturar valores em obras de estradas vicinais na gestão de Elizeu Aguiar, durante o governo de Zé Filho.

A empreiteira é a Caxé, pertencente ao engenheiro Gustavo Macedo Costa.

Por Rômulo Rocha – De São Raimundo Nonato

Publicada originalmente no dia 20/08/2017 em Portal180