Folkcomunicação é um conceito cunhado por Luís Beltrão, o pai de todos os pesquisadores em comunicação deste país. Esta, considerada por muitos a única teoria genuinamente brasileira na área, busca compreender a comunicação de grupos sociais marginalizados social e culturalment18e, por muito tempo alijados dos meios de comunicação de massa, em suas iniciativas alternativas e formas próprias de comunicação. É tudo o que posso falar, em linhas bem gerais, sobre o termo do qual me aproprio apenas para pensar em voz alta sobre o futuro do jornalismo.

Por Taís Seibt

Publicado originalmente na Revista Trendr

 

Com tanta coisa acontecendo em Brasília, a decisão da Anatel de permitir que operadoras limitem o acesso à internet fixa no país poderia até passar batida na pauta. Só que não. Derrubem a presidência da República, mas não a minha conexão! Estou exagerando (espero), mas é mais ou menos por aí. Afinal, sem internet à vontade, até as mais polarizadas discussões que movimentam nossas timelines ultimamente correm risco de restrição.

Por Taís Seibt

Publicado originalmente na Revista Trendr

 

No final de outubro de 2015, eu estava internado num hospital em Porto Alegre quando recebi um whatsApp: precisa-se de repórter para viajar para o Mato Grosso do Sul (MS) a fim de investigar crimes no mundo guarani – foram 138 mortes em 2014, segundo dados do Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

A mensagem citava os crimes mais recentes: alguém furou a barriga do cacique Elpídio, de Potrero Guasu, em setembro; jagunços mataram o guerreiro Simeão, em agosto, em Marangatu; uma criança índia sumiu durante uma escaramuça com fazendeiros, em junho, na área indígena Kurusu Amba – nesse caso, a denúncia era do Ministério Público Federal (MPF).

Notem: era só índio tomando chumbo.

Por Renan Antunes de Oliveira
Especial para Agência Pública