Pensamento – Jornalismo e Direitos Humanos

Checagens

O que é o FILTRO?

Filtro é uma iniciativa da ONG Pensamento para verificação de informações, dados e declarações públicas com foco no Rio Grande do Sul.

Nosso objetivo é buscar a verdade e contribuir para o debate público. Para isso, seguimos um método transparente e o código de princípios da International Fact-checking Network.

  • Apartidarismo e justiça

    Verificamos declarações utilizando o mesmo padrão para todos os checados. Não concentramos a nossa prática de verificação num ou noutro lado. Seguimos o mesmo processo para cada checagem e deixamos as evidências ditarem as nossas conclusões. Não tomamos partido sobre os assuntos que verificamos.

  • Transparência das fontes

    Queremos que os nossos leitores possam verificar as nossas conclusões por si próprios. Fornecemos informação sobre todas as fontes com detalhes suficientes para que os nossos leitores possam replicar o nosso trabalho.

  • Transparência do financiamento

    Se aceitamos financiamento de outras organizações, garantimos que os financiadores não têm qualquer influência nas conclusões a que chegamos nas nossas checagens. Detalhamos o perfil profissional de todas as figuras-chave da nossa organização, e explicamos a nossa estrutura organizacional e estatuto legal. Indicamos claramente aos leitores uma forma para que se comuniquem conosco.

  • Transparência da metodologia

    Explicamos a metodologia que usamos para selecionar, investigar, escrever, editar, publicar e corrigir as nossas checagens. Encorajamos os leitores a enviarem declarações para verificarmos e somos transparentes sobre por que e como investigamos.

  • Correções abertas e honestas

    Publicamos a nossa política de correções e a seguimos. Corrigimos de forma clara e transparente, em linha com a nossa política de correções, procurando ao máximo assegurar que os leitores tenham acesso à correção.

Como selecionamos o que checar

Checamos declarações de políticos, figuras públicas e correntes com grande circulação em mídias sociais, que apresentem elementos que possam ser verificados, tais como:

  • Números
  • Comparações
  • Dados históricos
  • Versem sobre leis

Opiniões pessoais e projeções para o futuro não são checáveis.

Nosso método

  • Contato com o locutor

    Entramos em contato com a pessoa que proferiu a declaração a ser verificada, diretamente ou por meio de assessoria de imprensa, para que ela possa informar as fontes que fundamentaram sua declaração. Seguimos o mesmo processo para cada checagem e deixamos as evidências ditarem as nossas conclusões. Não tomamos partido sobre os assuntos que verificamos.

  • Referências

    Em paralelo, apuramos o que já foi publicado sobre o assunto na imprensa, em documentos oficiais, artigos acadêmicos e outras referências, a fim de identificar fontes confiáveis. Fornecemos informação sobre todas as fontes com detalhes suficientes para que os nossos leitores possam replicar o nosso trabalho.

  • Banco de dados

    Com as pistas obtidas no levantamento inicial, buscamos os dados necessários à verificação em arquivos públicos ou via lei de acesso à informação. Detalhamos o perfil profissional de todas as figuras-chave da nossa organização, e explicamos a nossa estrutura organizacional e estatuto legal. Indicamos claramente aos leitores uma forma para que se comuniquem conosco.

  • Especialistas

    Em alguns casos consultamos especialistas, que não tenham envolvimento com o objeto da checagem, para obter esclarecimentos técnicos sobre o assunto e ajudar na interpretação dos dados. Encorajamos os leitores a enviarem declarações para verificarmos e somos transparentes sobre por que e como investigamos.

  • Direito de resposta

    Entramos em contato com o autor da declaração para informar nossa conclusão e possibilitar seu direito de resposta.

Em alguns casos, o levantamento de dados poderá exigir que o repórter conferira pessoalmente alguma situação. Nesse caso, ele gerará provas do que presenciou produzindo fotos ou vídeos que possam ser acessados pelos leitores posteriormente. Todos os dados usados para fundamentar as checagens devem estar disponíveis para consulta: esse é um princípio fundamental do fact-checking.

Nossa classificação

Para conseguirmos categorizar a veracidade das informações checadas com precisão e transparência, contamos com sete etiquetas. Cada uma busca compreender uma situação dentro da subjetividade do conceito da verdade. Não são, portanto, ferramentas que buscam atestar o compromisso com a verdade do autor das declarações, mas, sim, do conteúdo declarado.

A classificação das declarações quanto ao seu grau de veracidade partirá do próprio jornalista que fizer a apuração. O editor dará o aval antes da publicação. Caso haja divergência na classificação, um terceiro jornalista será consultado.

As nossas sete etiquetas são as seguintes*:

A análise dos dados e de outras fontes mostra que a afirmação é verdadeira. Dados arredondados também são considerados verdadeiros.

A afirmação traz informações ou dados corretos, mas falta contexto que é importante para a compreensão dos fatos.

A conclusão sobre a frase varia de acordo com a metodologia adotada.

A frase traz dados inflados ou é uma afirmação superdimensionada sobre um fato ou uma tendência verdadeira.

A frase traz dados subdimensionados ou é uma afirmação minimizada sobre um fato ou uma tendência verdadeira.

Não existem dados ou estudos confiáveis que embasam a afirmação no momento da checagem.

A análise dos dados e de outras fontes mostra que a afirmação é falsa, não corresponde à realidade.

Obs: nossa iniciativa é inspirada no projeto Truco, da Agência Pública de Jornalismo Investigativo. Seguimos a mesma metodologia de classificação das checagens e atualizamos nossos selos de acordo com a última atualização do Truco feita em 30 de julho de 2018.

Publicações

Você pode baixar o relatório “O Filtro do 1º Turno” e conferir o desempenho das nossas checagens aqui.

Você pode baixar nosso “Guia prático de fact-checking” aqui.

Você pode baixar o nosso “Guia prático de lei de acesso a informação” aqui.

Você pode baixar o e-book “Fake News: de onde vêm e do que se alimentam” aqui.

Republique

Todas as nossas checagens podem ser republicadas por veículos de comunicação, blogues, leitores em suas redes sociais ou qualquer pessoa que queira distribuir nosso trabalho. Por isso todo o conteúdo da Pensamento.org é publicado sob licença Creative Commons BY ND.

Isso significa que qualquer pessoa pode republicar, com finalidade comercial ou não, desde que o nosso trabalho seja distribuído inalterado e no seu todo, com crédito atribuído ao Filtro.

Financiamento

No dia 14/03/2018 lançamos nossa primeira campanha de financiamento coletivo na plataforma Catarse.

Foram 170 dias de campanha e 41% da meta flexível arrecadada graças a 73 apoiadores públicos e 10 anônimos que investiram R$ 4.966,83 destinados integralmente ao projeto (já descontados os 13% do Catarse).

Abaixo a lista de todos os apoiadores públicos:

  1. Ana Cristina Basei
  2. Anelise Dias
  3. Angela Maria Rech Gil
  4. ARI – Associação Rio-Grandense de Imprensa
  5. Batista da Silva
  6. Bernardo Pereira
  7. Betina Seibt
  8. Caco Marin
  9. Camila Garcia Kieling
  10. Camila Schafer
  11. Carlos Guilherme Diehl Ferreira
  12. Carlos Ramisch
  13. Cecília Nunes do Lago Oliveira
  14. Claiton Borges da Silva
  15. Daniel Sá Fortes Gullino de Faria
  16. Daniela Pin Menegazzo
  17. Davi Doneda Mittelstadt
  18. Desiree Luise Lopes Conceição
  19. Edelberto Behs
  20. Eduardo Seidl
  21. Fabio Anderlei Crestani
  22. Fernando Soares
  23. Gabriel Carletto Cousseau
  24. Gabriela Caesar
  25. Gisele Dotto Reginato
  26. Hernan Efron
  27. Isabel dos Santos Costa
  28. Karen Viscardi
  29. Lara Ely
  30. Leila Silveira dos Santos
  31. Leo Milano
  32. Leonel Aires
  33. Leticia Rodrigues
  34. Liane Weber de Abreu
  35. Lílian Stein
  36. Lucas Drecksler
  37. Luciano Alves Seade
  38. Luciene Barbiero Machado
  39. Luis Augusto Fischer
  40. Luis Otavio Ribeiro
  41. Luiz Denis Graça Soares
  42. Marcela Duarte
  43. Marcelo Lucques Carniel
  44. Marcelo Träsel
  45. Marco Idiart
  46. Maria Seibt
  47. Maricélia Pinheiro
  48. Mario Rocha
  49. Maristela Oliveira
  50. Marli dos Santos
  51. Martina Fröhlich
  52. Mila Santos de Oliveira
  53. Moreno Cruz Osório
  54. Paulo Serpa Antunes
  55. Pedro Luiz da Silveira Osório
  56. Priscila dos Santos Pacheco
  57. Rafael Tourinho Raymundo
  58. Renata Ramisch
  59. Ricardo Rodrigues
  60. Rodrigo Navarro Lins de Aguiar
  61. Rogério Marroni
  62. Samir El Hawat
  63. Sandra Anflor da Silva
  64. Sérgio Spagnuolo
  65. Silvia Franz Marcuzzo
  66. Tamires Ferreira Coêlho
  67. Thais Furtado
  68. Thays Mariana de Oliveira Lavor
  69. Thiago De Loreto Treichel
  70. Thiago Kern Copetti
  71. Vanessa Valiati
  72. Vicente Penteado Meirelles de Azevedo Marques
  73. Vivian Augustin Eichler

Origem

O Filtro foi fundado a partir de um encontro de vontades do diretor da Pensamento, Tiago Lobo, e da jornalista  e doutoranda da UFRGS, Taís Seibt. Lobo queria inaugurar um braço de checagens na ONG e Seibt pesquisava fact-checking e queria transformar seus estudos em prática.

Isso foi feito por meio de uma série de atividades pedagógicas para estudantes e profissionais de jornalismo e com checagens durante todo o período eleitoral de 2018.

A repórter Naira Hofmeister foi convidada por Lobo para integrar o projeto e os três lançaram um financiamento coletivo para financiá-lo. 

A Agência Pública contratou o Filtro, por meio da Taís Seibt, para representá-la no projeto Truco nos Estados 2018 e realizou um aporte de R$20.000,00 para viabilizar a cobertura. Foi arrecadado mais R$ 4.966,83 no financiamento coletivo e no decorrer do projeto Tiago Lobo se afastou e Bruno Moraes foi contratado no seu lugar para dar seguimento às checagens, como colaborador. 

Passadas as eleições a equipe se desligou e o Filtro foi reformulado.