Filtro no JC: checamos três dados de Jairo Jorge (PDT) em entrevista

Toda segunda-feira, o Filtro verifica três citações do candidato ao governador do Rio Grande do Sul entrevistado pelo Jornal do Comércio na semana anterior. O conteúdo multimídia pode ser acessado nos canais digitais do JC. A análise de hoje foca Jairo Jorge (PDT).

Filtro Fact-checking

A publicação do conteúdo verificado é apresentada em categorias de acordo com a veracidade da informação, com sete diferentes selos: verdadeiro; sem contexto; discutível; exagerado; subestimado; impossível provar; e falso. A pessoa responsável pela declaração é consultada duas vezes: antes da verificação do conteúdo e ao final da checagem, estando ciente do conteúdo apurado e publicado.

“Hoje, o licenciamento [ambiental] leva 900 dias.”

Consultada sobre a fonte, a assessoria de Jairo Jorge informou que ele “ouviu relatos e recebeu documentos” que confirmam o dado. A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) admite que o licenciamento chegou a levar 900 dias em 2015. Mas o prazo foi reduzido para cerca de 40 dias com a implantação do Sistema Online de Licenciamento. Informada sobre o selo, a assessoria disse que reitera o dado citado com base em “documentos de licenciamentos que demoram de um a 10 anos”.  Leia mais sobre este tópico

“Tripliquei a receita da minha cidade [Canoas] em oito anos.”

O pedetista compara a arrecadação de Canoas no último ano de sua gestão (R$ 1,2 bilhão, em 2016) com o último ano de seu antecessor, Marcos Antônio Ronchetti (R$ 448 milhões, em 2008). De fato, a arrecadação do município praticamente triplicou.

“Em 2017, segundo relatórios da Brigada Militar, chegamos a 15.820 brigadianos. Em 31 de outubro de 2017, tínhamos exatamente esse número, que é o menor efetivo da história da Brigada desde 1976.”  


A assessoria indicou que o candidato teve acesso a um boletim interno do Estado Maior da Brigada Militar. Consultada, a BM informou que trata dados sobre efetivo como sigilosos e estratégicos “que, se disponibilizados, poderão causar risco ou dano à segurança”. Sabe-se que há um déficit de efetivo, como mostram indicadores do IBGE de 2014, mas não é possível comprovar os números de 2017 citados por Jairo. Comunicada sobre o selo, a assessoria disse que o candidato mantém sua posição quanto aos dados apresentados. Leia mais sobre este tópico

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