Filtro no JC: checamos três dados citados por Eduardo Leite (PSDB)

O Filtro Fact-checking analisa declarações da série de entrevistas do Jornal do Comércio com os candidatos ao Palácio Piratini. Toda segunda-feira, três citações do entrevistado da semana anterior são publicadas neste espaço. Confira a checagem de declarações de Eduardo Leite (PSDB).

Filtro Fact-checking

“Na questão da despesa, 80% da nossa receita é consumida por folha de pagamento e encargos sociais.”

A fonte do candidato é o Relatório Resumido de Execução Orçamentária do sexto bimestre de 2017. O documento é da Secretaria do Tesouro Nacional. Segundo esse balanço, em 2017, o governo gaúcho gastou 78% de sua receita total com pessoal e encargos sociais – é o maior índice do país, empatado com o Rio Grande do Norte. No segundo bimestre de 2018, versão mais recente do boletim, houve uma pequena variação para 76%. Como dados arredondados são classificados pelo Truco nos Estados como verdadeiros, a frase de Eduardo Leite está correta. Leia mais

“O porto do Rio Grande, por dificuldades na operação da dragagem do canal, vê navios deixando de carregar a produção porque não conseguem atracar.”

De fato, o Porto do Rio Grande, no sul do estado, enfrenta problemas operacionais devido ao assoreamento do canal de acesso. Com isso, navios de maior carga precisam aguardar a maré para entrar e sair do porto. A informação é confirmada pelo comandante Pedro Luppi, secretário executivo da diretoria de práticos da barra de Rio Grande. Em nota, a Secretaria de Comunicação do Estado também confirma que “o porto vem enfrentando o assoreamento do canal de acesso”. A última dragagem do porto foi feita em 2010. Leia mais

“Na educação básica, […] são quase 80% [das vagas em escolas] públicas e 20% privadas.”

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) – Educação 2017, 18,5% dos estudantes da educação básica no Brasil estavam em instituições privadas no ano passado. O tucano se referia à dificuldade para o governo financiar vagas em escolas particulares, a exemplo do que ocorre com o Programa Universidade para Todos (ProUni). No ensino superior, a proporção é inversa: 74,2% dos universitários brasileiros estudam na rede privada, o que gera oferta suficiente para que o governo “compre” vagas. Leia mais

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