8 motivos para apoiar a Reportagem Pública 2017

A Agência Pública de Jornalismo Investigativo está na reta final do seu crowdfunding “Reportagem Pública 2017“. 

Resolvi destacar oito razões para explicar porque é importante apoiar o financiamento deste projeto.

Por Tiago Lobo

No dia 12 de setembro, a Pública lançou o seu terceiro crowdfunding, para financiar a terceira edição da Reportagem Pública, projeto que é feito em parceria com os seus leitores. Todo mês, os repórteres da Agência Pública propõem três pautas para os apoiadores do projeto e eles decidem qual eles devem investigar. A animação explica como é:

No entanto, a Reportagem Pública só acontece se eles baterem a meta de R$ 80 mil em uma semana. Um ótimo exemplo de reportagem escolhida pelos leitores é o “Especial Quilombolas”, realizado na Reportagem Pública 2015 e que neste mês ganhou o Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos.

Se a Pública não conseguir o dinheiro até dia 27 de outubro, os 63 mil que receberam até agora serão devolvidos para as mais de 700 pessoas que já apoiaram e o projeto não vira realidade.

Para apoiar a Reportagem Pública clique aqui


Dito isso, se você têm dúvidas sobre quem são esses jornalistas dessa tal Agência Pública, vamos aos 8 fatos que acho que você deveria saber.

1) A Pública nasceu e permanece na vanguarda: ela abriu o debate sobre ONGs de Jornalismo no Brasil, coisa ainda tímida por aqui. E, ao investir neste modelo, desbravou novos horizontes para a história do jornalismo brasileiro, desde estrutura organizacional, até meios de financiamento que não eram vistos como possíveis. E isso é muito, mas muito importante. 

2) Em um mercado machista e misógino, onde mulheres recebem 1/3 menos que homens, convivem com assédio em redações e não podem emitir opinião (menos de 2% dos colunistas dos maiores jornais são mulheres) a Agência Pública é uma alternativa não somente no seu modelo, mas na sua proposta: fundada por duas mulheres, jornalistas, lá não tem nada disso.

3) Parece óbvio, mas não custa reforçar: eles são uma ONG, uma organização sem fins lucrativos. Estão na batalha desde 2011. Dependem de doações de leitores e fundações internacionais. Ninguém enriqueceu por lá e ninguém tem mega-salários. Também não aceitam publicidade e não vendem o seu conteúdo.

4) O Jornalismo que a Agência Pública produz é de primeiríssima qualidade. Eles vão fundo nas histórias, topam as pautas mais difíceis e polêmicas que a grande imprensa arrepia ou não quer dar bola, e provocam a sociedade com isso.

5) Eles mantém uma agência de fact-checking chamada Truco que faz muitas checagens importantes e temo peso de alguns elefantes, pois incomodam muita gente. O que dirá o MBL.

6) Eles fundaram a Casa Pública, “apenas” o primeiro Centro Cultural de Jornalismo do Brasil. E lá se debate Jornalismo com jornalistas de todo o tipo, formação e veículo. Lembra da vanguarda que eu falei das meninas?

7) O pessoal da Pública parece ter saído de um universo paralelo onde todos os jornalistas são felizes, pois tratam os colegas de profissão de outros veículos como parceiros, não como concorrentes, e são honestos na hora de contratar e pagar. Coisa muito, mas muito, rara no mercado de comunicação.

8) A Pública é importante pois faz e fez coisas que o mercado duvidava. E esse crowdfunding delas é muito importante pois enquanto um projeto assim existir, inspira outros a tentar e ajuda a manter a esperança de um ecossistema justo e democrático para o exercício do bom Jornalismo.

8.1) Este motivo é, essencialmente, especial pra Pensamento.org. Nós só existimos por causa da Agência Pública. Não apenas nos baseamos no modelo delas, como sempre fiz questão de deixar claro, como recebemos o apoio da Natália Viana que nos explicou como eles funcionavam e quais eram os caminhos das pedras. Além de tudo, as meninas da Agência Pública são generosas. E a grandeza é generosa.

Eu apoio a Reportagem Pública.

O trabalho merece. Merece muito.

Com tudo isso, acessa lá e troca três cervejas por oito reportagens investigativas onde você ajuda a decidir o que será investigado em um projeto que não tem sequer similar no país.

 

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